sábado, 19 de março de 2011

Meu eu sem sentido

Se me falassem
Eu diria não
Ao que me vejo no espelho
Escondida, na escuridão

Talvez acreditasse
Naquelas palavras quentes
Mas a rotina me queixa
Se sou eu mesma
Ou aquela, que eu mesma desconheço

Escrevendo agora, versos sem sentido
Sentada de qualquer jeito
Na matina de sábado
Sonho com um sonho
Que larguei por ilusão
E não consigo resgatá-lo
Nem a mim mesma

Falta de ajuda que não é
Amigos, parentes, gente de primeira vista
Correm e me dão as mãos
Mas recuso
Talvez orgulho, talvez medo
Não quero saber agora

Algum dia, um rumo tomarei
Em qual direção, eu não sei
Nas horas difíceis, uma música escuto
Pois nem talento para tocar eu tenho

Sonho com um sonho 
De sonhar novamente
Um sonho vivido
Um sonho bonito
Sonho sonhas com meus sonhos

Que merda estou dizendo?!

Ria, eu mesma o faço
Por mim e por minhas besteiras
Como a que estou fazendo agora
Escrevendo versos sem sentido
Para me sentir melhor

Já que desconheço meu eu