Gritando em silêncio
Os mares me perseguem
E minha vodka já acabou
Passaros beberam mais que eu
Andando em circulos
as árvores cantam um soneto
Do purgatorio que fugi
E os lobos
Sentem minha pele
Esquecidos, almas ambulantes
Gritando em silêncio
Por ajuda, que nunca virá
sonhos foram derrubados
Sozinha na realidade
Acabada na ilusão
Afogada no coração
Nos mares inquietos
Gritando em silêncio
Minhas mãos seguram minha cobra
E temida, pelo meu proprio veneno
Nem fênix, nem Deus me salvam
Suas lágrimas são meu tróféu
Só não sei se de alegria
Ou de tristeza
Quem somos mesmo?
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